sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A importância de Luisão

Hoje li um comentário no jornal "O Jogo" que subscrevo integralmente! Talvez só acrescentasse uma palavra ao título do artigo, passando este a ser: "Luisão é MUITO mais do que um gigante".

Para me lembrar de jogadores estrangeiros com um peso na equipa e um comportamento dentro e fora de campo semelhante ao do Luisão, tenho de recuar até às épocas em que Valdo e Ricardo Gomes passeavam a sua classe pelos estádios portugueses. E comparativamente a estes dois brasileiros que passaram pelo Benfica, Luisão tem a seu favor o maior número de anos no clube.

Este é o tipo de jogador que não precisa de braçadeira de capitão para liderar, pois personalidade e a postura exemplar torna-os respeitados e seguidos pelos colegas. Recordo-me de uma entrevista dada pelo Valdo ao jornal "A Bola" após ter terminado a sua carreira de futebolista, em que disse que nunca quis a braçadeira de capitão nas equipas que representou, mas que, dentro e fora de campo, sempre foi visto pelos colegas como um capitão na verdadeira acepção da palavra.

É verdade que me lembro de outros jogadores estrangeiros com comportamentos irrepreensíveis, tais como Michel Preud’homme ou Jonas Thern. Mas a estes faltava-lhes algo mais para serem verdadeiros líderes.

Mas aqui fica o artigo de hoje:

"Luisão é mais do que um gigante

Luisão pode não ser o activo mais caro do plantel do Benfica, mas é nesta altura o mais mediático, influente e… poderoso. É verdade que é titular da selecção brasileira e que marcou um golo à Argentina, e isso ajuda muito... mas não se pode tirar o mérito a quem ganha dimensão numa equipa em que proliferam estrelas.

Na disputadíssima selecção canarinha, os colegas e o próprio treinador referem-se ao jogador benfiquista como um gigante. O respeito conquista-se também à custa de um comportamento irrepreensível em campo, e ninguém pode beliscar o central brasileiro nesse aspecto. Luisão tornou-se num verdadeiro guerreiro, que joga ao mesmo nível no clube e na selecção, que tem a mesma atitude nos dois espaços, que não se esconde nem tenta encontrar desculpas para os insucessos. Um exemplo para muitos… até para aqueles que têm um sotaque ligeiramente diferente."




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