quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Uma obcessão chamada Benfica

As declarações não são de hoje. Foram feitas no Domingo passado. Mas foram de tal modo idiotas e ridículas que merecem uma referência neste espaço.

Pois bem, após mais uma excelente exibição e um fantástico resultado do Zbording (empate a zero com o Belenenses em Alvalade), o presidente desta agremiação, José Eduardo Bettencourt, decidiu fazer uma profunda análise da situação. E o senhor entende que o principal problema não passa “nem pelo treinador nem pela atitude" da equipa.

A pergunta que surge de imediato é: Então qual é a origem do problema?!

Preparem-se, porque é de morrer a rir. Cá vai a conclusão deste douto dirigente: “a equipa sofre muito desde que começou esta época, pois sentiu, desde muito cedo, a pressão da onda que nasceu em torno do Benfica. Não é um problema de treinador nem de atitude. É um problema de cabeça, pois existe uma vontade enorme de contrariar aquilo que tem sido dito".

Parece brincadeira, mas é verdade. O presidente do Zbording considera que a culpa dos maus resultados da sua equipa é dos bons desempenhos do Benfica e da euforia que daí resultou. Era óbvio! Estava à frente de todos e só ele conseguiu perceber! Parabéns ao senhor! Agora só lhe basta esperar que o Benfica comece a perder para que os jogadores do Zbording comecem a jogar futebol… coisa que ainda não fizeram esta época!

Mas não se ficou por aqui. De seguida tentou enaltecer o jogo do Zbording contra o Hertha de Berlim, “um conjunto que lutou até à penúltima jornada pelo título alemão, mas que toda a gente diz que não joga nada” (de facto, foi uma grande exibição… os adeptos ficaram tão satisfeitos que brindaram os jogadores com uma valente… assobiadela!), e atacou o Benfica por ter perdido com o AEK de Atenas que tinha levado quatro do Everton.
Vamos tentar, por partes, analisar o ridículo em que este senhor caiu. Primeiro, tenta colocar o Hertha num patamar elevado lembrando-se que eles lutaram pelo título na época passada. Mas parece-me que o jogo foi esta época, ou não?! E como está o Hertha? Pois, está em último lugar com 7 derrotas em 8 jogos, tendo despedido o treinador nas vésperas de jogar com o Zbording. Segundo, se ele queria fazer comparações com o Benfica, não valia a pena dar-se ao trabalho de ir buscar o AEK e o Everton, até porque qualquer pessoa minimamente inteligente sabe que o futebol não é matemática. Podia fazer uma comparação mais directa: O Benfica deu 4-0 em Belém e o Zbording empatou com o Belenenses em Alvalade! Mas não quero desenvolver mais para não cair no mesmo ridículo.

Por fim, terminou com algumas considerações sobre o fundo de investimento que o Benfica criou e com a habitual conversa do coitadinho. Foi assim: "O fundo de investimento do Benfica é uma vergonha, em que se avaliam jogadores como o Javi García em 17 milhões de euros e juniores que ninguém conhece em 5 milhões” e “É extraordinário como ainda existe um Sporting com esta força depois de anos e anos a brincarem connosco e a termos diferentes apoios dos outros clubes”.

As desastradas declarações de José Eduardo Bettencourt vieram juntar-se à lista de provas e sintomas de que a desorientação deu lugar ao desespero e que, no Sporting, há quem prefira olhar para a casa do lado a dar de caras com uma tremenda lista de problemas próprios.

Para confirmar que os êxitos vividos pelo Benfica (aquisições, golos, resultados, enchentes, exibições) estão a incomodar muita gente, o Presidente do Fêcêpê veio, também no Domingo, falar novamente do Glorioso. E disse o seguinte: "ao contrário do que alguns dão a entender, o grande adversário do FC Porto no campeonato é o Braga e não o Benfica".

Como eu me ando a divertir a ouvir estas coisas! :))

Relativamente ao Zbording, o presidente portista falou num tom bastante diferente, dizendo que "ainda é muito cedo para ditar sentenças sobre quem está ou não está na corrida ao título. Aliás, o Sporting já demonstrou noutras ocasiões que tem força para reagir e dar a volta a situações complicadas."

Ai tão amigo que ele é!

É a típica política do Sr. Pinto da Costa. Unir-se aos que não o incomodam para atacar os que lhe podem complicar a vida.

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